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ALVARENGA PEIXOTO

O Autor do soneto a Maria Ifigênia nasceu no Rio de Janeiro, em 1744. Fez os estudos secundários no colégio dos Jesuítas e formou-se em leis pela Universidade de Coimbra. Voltando ao Brasil foi acolhido pelo vice-rei, o Marquês de Lavradio, a quem se deveu a fundação da "Casa da Opera", para a qual, segundo informa o cônego Januária da Cunha Barbosa, traduziu Alvarenga a "Mérope" de Maffei, e escreveu um drama em verso "Enéias no Lácio".
Mas o poeta não se fixou no Rio: seguiu para Minas, estabelecendo-se em São João D'El Rei, onde casou com D. Barbara Heliodora, descendente de ilustre família paulista. Tendo abandonado a advocacia pela indústria da mineração

 

 
A MARIA IFIGÊNIA

Em 1786, quando completava sete anos.

Amada filha, é já chegado o dia,
Em que a luz da razão, qual tocha acesa,
Vem conduzir a simples natureza:
- É hoje que o teu mundo principia.

A mão que te gerou, teus passos guia;
Despreza ofertas de uma vã beleza,
E sacrifica as honras e a riqueza
Às santas leis do Filho de Maria.

Estampa na tu'alma a Caridade,
Que amor a Deus, amar aos semelhantes,
São eternos preceitos da verdade;

Tudo o mais são idéias delirantes;
Procura ser feliz Eternidade,
Que o mundo são brevíssimos instantes.

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