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EMILY DICKINSON

Nasceu nos EUA em 1920. Vivendo no mais completo isolamento, somente uns poucos poemas seus foram publicados durante a sua vida. Foi após seu falecimento, em 1886, que se editaram as suas obras: "Poemas" (1890), e "Correspondência" (1896).


MORRI PELA BELEZA

Morri pela beleza, e ainda não estava
Meu corpo à tumba acostumado
Quando alguém que morreu pela verdade
Foi posto do outro lado.

Brandamente indagou: "Por quem morreste?"
"Pela beleza" disse. "Pois
Eu, foi pela verdade. Ambas são o

mesmo.
Somos irmãos, os dois."

E assim, parentes de noite encontrados,
Conversamos entre as paredes,
Até que o musgo nos chagasse aos lábios
Nossos nomes cerrando em suas redes.
(Trad. de Cecília Meirelles)

À PORTA DE DEUS

Duas vezes perdi tudo
E foi debaixo da terra.
Duas vezes parei mendigo
À porta de Deus.

Duas vezes os anjos, descendo dos céus,
Reembolsaram-me de minhas provisões.
Ladrão, banqueiro, pai,
Estou pobre mais uma vez!
(Trad. de Manuel Bandeira)

NUNCA VI UM CAMPO DE URZES

Nunca vi um campo de urzes.
Também nunca vi o mar.
No entanto sei a urze com é,
Posso a onda imaginar.

Nunca estive no Céu,
Nem vi Deus. Todavia
Conheço o sítio, como se
Tivesse em mãos um guia.
(Trad. de Manuel Bandeira)

 

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