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WILLIAM SHAKESPEARE

A lista completa de suas peças, com as datas aproximadas:

Peças Primeira Impressão
1591 Henry VI (três partes) Fólio (1623)
Richard III 1597
Titus Andronicus 1594
Love's LAbour's Lost 1598
The Two Genlemen of Verona Fólio
The Comedy of Errors Fólio
The Taming of the Shrew Fólio
1594 Romeo and Juliet 1597 1599
A Midsummer Night's Dream 1600
Richard II 1597
King John Fólio
1597 Henry IV (Primeira Parte) 1598
Henry IV (Segunda Parte) 1600
Much Ado About Nothing 1600
The Merry Wives of Windsor 1602 Fólio
As You Like It Fólio
Julius Caesar Fólio
Henry V 1600 Fólio
Troilus and Cressida 1609
1601 Hamlet 1603 Fólio
Twelfth Night Fólio
All's Well That Ends Well Fólio
Othello 1622
1606 Lear 1608
Macbeth Fólio
Timon of Athens Fólio
Antony and Cleoptra Fólio
Coriolanus Fólio
1606 Pericles 1609
1611 Cymbeline Fólio
The Winter's Tale Fólio
The Tempest Fólio
Henry VIII Fólio

 

 

SONETOS

I

From fairest creatures we desire increase,
That thereby beauty's rose might never die,
But as the riper should by time decease,
His tender heir might bear his memory:
But thou, contracted to thine own brigh, eyes,
Feed'st thy light's flame with self-substancial fuel.
Making a famine where abundance lies,
Thyself thy foe, to thy sweet self too cruel.
Thou that art now the world's fresh ornament
And only herald to the gaudy spring,
Within thine own bud buriest thy content
And, tender churl, makest waste in niggarding.
Pity the world, or else this glutton be,
To eat the world's due, by the grave and thee.

Em tudo o que há mais belo, a rosa da beleza
Se nos impõe, gerando o anseio de aumentá-la,
E, entre os seres mortais, a própria natureza
Ao herdeiro confere o dom de eternizá-la.
Mas tu, assim concentrado em teu olhar brilhante,
Sem o alento de alma a que a tua dê abrigo,
Cheio de amor, negando amor a todo instante,
De ti mesmo e do teu encanto és inimigo.
Tu, agora, esplendoroso ornamento do mundo
E arauto singular de alegre primavera,
Tu, botão dentro de ti sepultas, infecundo,
Teu gozo e te destróis, poupando o que exubera.
Faze prole, ou, glutão em ti e na sepultura,
Virá a tragar o mundo a tua formosura.

De todas criaturas belas nós desejamos aumentar,
Assim é a beleza da rosa que nunca poderia morrer,
Mas como o mais maduro deva através de falecimento de tempo,
Ao herdeiro confere o dom de eternizá-la:
Mas tu, concentra a tua próprio luz, brilhante,
Nutre a chama de luz com ego-substancial combustível.
Fazendo uma escassez onde abundância mente,
Thyself thy inimigo, para thy docemente ego muito cruel.
Tu aquela arte agora o ornamento fresco do mundo
E só anuncia à fonte ostentosa,
Dentro da tua propria sepultura, brota teu conteúdo
E, estimado vilão, feito desolado avarentodo.
Tenha pena do mundo, ou então este glutão é,
Comer a dívida do mundo, pelo sepulcro e thee.

II

When forty winters shall besiege thy brow
And dig deep trenches in thy beauty's field,
Thy youth's proud livery, so gazed on now,
Will be a tatterd'd weed, of small worth held:

Then being ask'd where all thy beuty lies,
Where all the treasure of thy lusty days,
To say, within thine own deep-sunken eyes,
Were an all- eating shame and thriftless praise.
How much more praise deserved thy beauty's use,
If thou couldst answer 'This fair child of mine
Shall sum my count and make m
y old excuse,'
Prowing his beauty by sucession thine!
This were to be new made when thou art old,
And see thy blod warm when thou feel'st it cold.

No Tempo em quarenta invernos o teu rosto
Vieram afear, cavando, aí, sulcos profundos,
Tudo quanto te exorna agora - a contragosto,
Reduzindo verás a farrapos imundos.
Se alguém quiser, então, saber de tua beleza,
Do tesouro louvado em tempos anteriores,
Os fundos olhos teus, mostrá-la'~ao, com certeza
Vexada de ter sido alvo de tais louvores.
Que aplausos para ti o mundo não teria,
Se pudesse dizer: "Sou pai desta criança,
Resumo do que valho e minha apologia!"
Que bela sucessão! Que expressiva esperança!
Que bom, se, moço, assim, te visses novamente,
E sentisses teu sangue, assim, de novo quente!

 

III

Look in thy glass, and tell the face thou viewest
Now is the time that face should form another:
Whouse fresh reparir if now thou not renewest,
Thou dost beguile the word, unbless some mother.
For where is she so fair whose unear'd womb
Disdains the tillage of thy husbandry?
Or who is he so fond will be the tomb
Of his self-love, to stop posterity?
Thou art thy mother's glass, and she in thee
Calls back the lovely April of her prime:
So thou through windows of thine age shalt see,
Despite of wrinkles, this thy golden time.
But if thou live remember'd not to be,
Die single, and thine image dies with thee.

Olha no espelho e vê: a face aí refletida
É tempo de outra ser que o mesmo sangue corre.
E, se isso não se der, ao mundo a tua vida
Será um logro, impedindo, enfim, que ao mundo aurore,
Feliz, mais uma mãe. Onde, por mais que exulte
De si mesma, a mulher que Himeneu não te entregue?
E onde o homem que em si mesmo o seu amor sepulte,
Sem que pense no mal que ao futuro assim legue?
De tua mãe és o espelho: em ti sempre ela vive
A rever-se no abril da sua primavera.
Também tu, quando a idade estiver em declive,
Entre rugas verás teus anos de quimera.
Mas, se da vida assim fizeres toda a viagem,
Solteiro, morrerá contigo a tua imagem



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