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WHITMANN

 

Walt (originalmente Walter)WHITMANN, nasceu em 1819. Após estudos elementares deixa a escola aos 10 anos começando a trabalhar como menino de recado e depois com aprendiz de tipógrafo. Até os 22 anos, Foi redator de vários jornais e ajudava o pai e o irmão na construção de casas, dedicando em horas vagas a confecção de livros obras "Leaves of grass" (1855), foi hostilmente recebido pela crítica e pelo público do país, o mesmo sucedendo às várias edições que, sempre acrescidas de novos poemas, depois disso se publicaram. Nos últimos anos de vida foi feito justiça à obra-prima de Whitmann. Morreu em 1892.



UMA VEZ ATRAVESSEI UMA CIDADE POPULOSA

Uma vez atravessei uma cidade populosa ilustrando o meu espírito, 
para proveito futuro, com suas suntuosidades, arquitetura, costumes, tradições…
Mas, agora, de tudo dessa cidade, eu me lembro somente de uma mulher 
que casualmente encontrei e que me deteve por ter eu encontrado graça aos seus olhos.
Permanecemos juntos muitas noites e dias seguidos…
Tudo o mais para mim há muito caiu no esquecimento;
Eu me lembro só, na verdade, dessa mulher que apaixonadamente se juntou a mim.

Ainda hoje andamos à toa, nos amamos e outra vez nos separamos,
As vezes ela me segura pela mão para que eu não parta, 
E a pressinto juntinho de mim, os lábios mudos, aflitos e trêmulos.
(Trad. de Oswaldino Marques)


SAUDAÇÃO DE NATAL
De um grupo de Estrelas do Norte a outro Grupo do Sul.

Bem-vindo sejas, irmão brasileiro! – 
	teu amplo lugar está pronto;
Um sorriso te enviamos do norte – 
	mãos afetuosas – 
	uma urgente saudação cheia de sol!
(Que o futuro se haja sozinho, onde quer que 
	surjam transtornos e obstáculos.
Nossas, nossas as agruras do presente, 
	o fim democrático, a aceitação e a fé)
Para ti, neste dia, nossos braços se estendem, 
	nosso rosto se volta –
Sobre ti nosso olhar paira esperançoso.
Tu, livre aglomerado de estrelas! tu, constelação rutilante! 
	tu que tão bem compreendeste
O exemplo verdadeiro de uma nação cuja 
	luz fulgia no céu, (Mais resplandecente 
	do que a Cruz, mais do que a Coroa)
O vértice que é preciso atingir para chegar à 
	suprema humanidade.
(Trad. de Oswaldino Marques)

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